Matrículas no ensino superior crescem e EAD supera o ensino presencial pela primeira vez

Matrículas no ensino superior crescem e EAD supera o ensino presencial pela primeira vez

Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

O ingresso de brasileiros em cursos de graduação voltou a registrar alta entre 2023 e 2024. Segundo a 16ª edição do Mapa do Ensino Superior, divulgada nesta quinta-feira (19/03/2026) pelo Instituto Semesp, o Brasil atingiu a marca histórica de 10,23 milhões de matriculados. O contingente de universitários é agora superior à população de estados como Pernambuco (9,5 milhões). Com um crescimento de 2,5% no período, a taxa de expansão do setor superou o crescimento populacional de quase todas as unidades da federação.

Pela primeira vez na história, a modalidade de Ensino a Distância (EAD) tornou-se a maioria no país, respondendo por 50,7% do total de matrículas, contra 49,3% do ensino presencial. Embora o ritmo de crescimento do EAD tenha desacelerado na comparação com o período da pandemia, a modalidade avançou 5,6% no último ano, consolidando-se como a principal porta de entrada, especialmente na rede privada.

Perfil das Instituições e Cursos mais Procurados

O levantamento destaca a predominância do setor privado, que absorve oito em cada dez novos alunos. A escolha dos cursos reflete demandas distintas entre as redes:

  • Rede Privada: No EAD, os cursos mais buscados foram Pedagogia, Enfermagem e Administração. No presencial, Direito, Enfermagem e Psicologia lideram a procura.

  • Rede Pública: O foco principal está nas licenciaturas. No ensino a distância, destacam-se Educação Física, Matemática e Letras. Já no presencial, a demanda concentra-se em Pedagogia, História e Letras.

Desafio da Evasão Escolar

Apesar do aumento no número de ingressantes, o Mapa do Ensino Superior acende um alerta para a alta taxa de desistência. Em 2024, um em cada quatro alunos da rede pública abandonou os estudos. No setor privado, o cenário é ainda mais crítico: dois em cada cinco estudantes evadiram dos cursos. Esse fenômeno é atribuído a fatores econômicos e à dificuldade de conciliação entre trabalho e estudo.

Órgãos de regulação e monitoramento, como o Ministério da Educação (MEC) e o Inep, desempenham funções fundamentais no licenciamento de novos cursos e na fiscalização da qualidade do ensino. Esse trabalho de vigilância técnica e estatística é essencial para que a expansão das vagas seja acompanhada por políticas de permanência estudantil, garantindo que o crescimento no número de matrículas se reverta em formação profissional efetiva e no desenvolvimento social do país.

Via: Agência Brasil

 

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