Primeira lombada eletrônica do mundo completa 34 anos e mantém relevância na segurança viária

Primeira lombada eletrônica do mundo completa 34 anos e mantém relevância na segurança viária

Imagem: Divulgação Bem Paraná

 

Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial e pela expansão dos veículos conectados, uma tecnologia desenvolvida na capital paranaense completa 34 anos mantendo papel central na prevenção de acidentes. Instalada originalmente em 20 de agosto de 1992, em Curitiba, a primeira lombada eletrônica do mundo revolucionou o modelo de fiscalização de velocidade nas vias urbanas do país.

Criado pela empresa Perkons como alternativa às lombadas físicas — que causavam danos mecânicos e frenagens bruscas —, o dispositivo introduziu o conceito de alertar e educar o motorista em tempo real para a redução do limite de velocidade.

Da medição de velocidade à inteligência de tráfego

Ao longo de mais de três décadas, o equipamento evoluiu em precisão e conectividade. Sensores de alta sensibilidade e câmeras de alta resolução transformaram o sistema em uma ferramenta estratégica para a gestão pública de mobilidade urbana.

  • Coleta de dados: O sistema atual identifica horários de pico, volume de tráfego e padrões de circulação de veículos;

  • Engenharia e educação: As informações geradas subsidiam intervenções estruturais nas vias e orientam campanhas educativas;

  • Tecnologia integrada: As soluções modernas conectam-se a redes inteligentes de monitoramento urbano.

O diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, ressalta a permanência do conceito: “A inovação não está apenas em criar algo novo. Está em desenvolver uma solução que continue resolvendo problemas mesmo décadas depois. O excesso de velocidade continua sendo um dos principais fatores de risco no trânsito”.

Preservação e legado histórico

O equipamento original, que operou ininterruptamente por 30 anos no mesmo local em Curitiba, encontra-se preservado como patrimônio histórico da segurança viária brasileira.

Especialistas apontam que, mesmo com a chegada de tecnologias autônomas, o fator humano e o controle de velocidade permanecem determinantes para a redução de óbitos no trânsito mundial.

Via: Bem Paraná

 

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