Educação Médica em Alerta: Enamed Reprova 30% dos Cursos de Medicina no Brasil; Veja as Punições

Educação Médica em Alerta: Enamed Reprova 30% dos Cursos de Medicina no Brasil; Veja as Punições

Imagem: Adobe Stock

 

O Ministério da Educação (MEC) e o Inep divulgaram, nesta segunda-feira (19), os resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), revelando um cenário preocupante para o ensino superior de saúde no país. Dos 351 cursos avaliados, cerca de 30% (107 cursos) obtiveram desempenho insatisfatório, recebendo notas 1 ou 2.

Raio-X dos Resultados

O levantamento aponta uma disparidade marcante entre os modelos de gestão das instituições:

  • Excelência: As universidades públicas federais e estaduais lideraram os melhores resultados, com mais de 84% de seus cursos alcançando os conceitos mais altos (4 e 5).

  • Deficiência: O pior desempenho foi registrado em instituições públicas municipais, onde 87,5% dos cursos ficaram nas faixas baixas. Instituições privadas com fins lucrativos também apresentaram fragilidade, com 58,4% dos cursos mal avaliados.

Entre os quase 40 mil estudantes concluintes que fizeram a prova, apenas 67% foram considerados "proficientes", demonstrando conhecimento suficiente para o exercício da medicina. O restante, cerca de 13 mil novos profissionais, não atingiu o nível esperado.

Mão de Ferro: Punições e Restrições

O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que o governo aplicará sanções rigorosas para garantir a qualidade do atendimento à população. Das 107 instituições com notas baixas, 99 sofrerão penalidades imediatas (as demais são estaduais/municipais e dependem de gestão local):

  1. Suspensão Total: 8 cursos estão proibidos de receber novos alunos e foram cortados do Fies e ProUni.

  2. Corte de Vagas: 13 cursos terão suas vagas reduzidas pela metade; outros 33 perderão 25% das vagas.

  3. Congelamento: 45 cursos não poderão solicitar aumento de vagas.

As universidades terão prazo para apresentar defesa, mas o MEC reforça que o objetivo é forçar a correção de deficiências no ensino médico para proteger a sociedade.

Via: g1

 

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