Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo 2026

Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo 2026

Imagem: Getty Images

 

A 23ª edição da Copa do Mundo da FIFA chegou ao seu grande desfecho neste domingo em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O maior torneio da história do futebol — sediado conjuntamente por EUA, México e Canadá — coroou a seleção da Espanha com o seu segundo título mundial após uma vitória dramática por 1 a 0 sobre a Argentina na prorrogação, com gol decisivo anotado pelo atacante Ferrán Torres.

Esta foi a segunda final disputada por La Roja na história dos Mundiais, mantendo 100% de aproveitamento em decisões. A conquista repete o enredo da primeira estrela dourada obtida em 2010, na África do Sul, quando os espanhóis também bateram a Holanda por 1 a 0 com gol de Iniesta no tempo extra.

Por outro lado, a Argentina disputou a sua sétima final de Copa do Mundo. Donos de três títulos (1978, 1986 e 2022), os argentinos amargaram o seu quarto vice-campeonato. A primeira derrota na decisão ocorreu na edição inaugural de 1930 para o Uruguai (4 a 2). As outras duas reveses foram contra a Alemanha (ambas por 1 a 0), nas Copas de 1990, na Itália, e de 2014, no Maracanã — esta última decidida também na prorrogação, com gol de Götze.

Chuva de gols no 3º lugar e estatísticas das potências

 Quem acompanhou a decisão da terceira colocação no estádio em Miami assistiu a um espetáculo inesquecível. A vitória da Inglaterra por 6 a 4 contra a França foi a partida com o maior número de gols de todo o Mundial de 2026. Com o resultado positivo, os ingleses alcançaram a sua segunda melhor posição em Copas, ficando atrás apenas do memorável título de 1966.

A França, que havia sido campeã em 2018 e vice em 2022, disputou a decisão do 3º lugar pela quarta vez em sua história. Com o revés diante da Inglaterra, os franceses fecham o retrospecto na disputa de bronze com 50% de aproveitamento: vitórias em 1958 e 1986 e derrotas em 1982 e 2026.

Decepção histórica: Brasil fecha Copa de 2026 em 11º lugar

Para os torcedores brasileiros, o encerramento da competição deixou um saldo amplamente negativo. A Seleção Brasileira terminou na 11ª colocação geral do torneio, registrando o seu segundo pior desempenho em todas as participações em Copas do Mundo — empatado com a campanha de 1966 e à frente apenas do 14º lugar amargado em 1934.

O Brasil não era eliminado na fase de oitavas de final desde a Copa de 1990. A queda precoce ocorreu diante da surpreendente seleção da Noruega, que encerrou a competição no 5º lugar e conquistou a melhor campanha de toda a sua história no futebol mundial.

Como é montado o ranking oficial da FIFA

A classificação geral do 1º ao 48º lugar obedece aos critérios regulamentares da entidade máxima do futebol:

  • 1º ao 4º lugar: Definidos nas disputas da grande final e da disputa de 3º lugar;

  • 5º ao 8º lugar: Seleções eliminadas nas quartas de final;

  • 9º ao 16º lugar: Seleções que caíram nas oitavas de final;

  • 17º ao 32º lugar: Equipas eliminadas na segunda fase (16 avos de final);

  • 33º ao 48º lugar: Seleções eliminadas ainda na fase de grupos.

Para o desempate entre as seleções eliminadas na mesma fase, a FIFA considera a pontuação acumulada na fase de grupos, o saldo de gols, o total de gols marcados, o número de cartões e, por fim, o ranking mundial de seleções.

 Via: ge

 

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