Justiça decide que crimes ocorridos em Guaraniaçu e outras cidades serão julgados em conjunto contra Padre Genivaldo

Justiça decide que crimes ocorridos em Guaraniaçu e outras cidades serão julgados em conjunto contra Padre Genivaldo

Imagem: PCPR

A promotora de Justiça Andrea Frias confirmou uma importante movimentação processual no caso envolvendo o padre Genivaldo, acusado de uma série de crimes graves. Em decisão recente, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) determinou que todos os 25 crimes denunciados pelo Ministério Público (MP) serão julgados em uma única comarca: a de Cascavel.

A decisão é estratégica para a região, pois inicialmente três crimes haviam sido separados por terem ocorrido em cidades diferentes, incluindo Guaraniaçu, Rio de Janeiro e Umuarama. O MP recorreu para garantir que o réu responda por tudo em um só processo.

Conexão de crimes e o "Modus Operandi"

De acordo com a promotora, a unificação é fundamental devido à chamada "conexão probatória". "Entendemos que os fatos apresentam o mesmo modus operandi (modo de agir) e algumas vítimas são de Cascavel", explicou Andrea Frias.

A promotora ressaltou que manter os casos unidos fortalece a acusação, pois permite que a Justiça compreenda a repetição das condutas do acusado. Separar o processo poderia, segundo ela, enfraquecer a análise das provas e a robustez do caso.

Próximos passos e acusações

O processo, que envolve cerca de 16 vítimas identificadas, corre em segredo de Justiça. As acusações são pesadas e incluem:

  • Estupro de vulnerável;

  • Crimes contra a dignidade sexual;

  • Tráfico de substâncias;

  • Ameaças.

A defesa do padre classificou a decisão do TJPR como "surpreendente", mas o processo seguirá agora sem efeito suspensivo, mesmo em caso de novos recursos a tribunais superiores.

Réu segue preso e audiência se aproxima

O padre Genivaldo continua em prisão preventiva, custodiado no Complexo Médico Penal em Curitiba, após ter pedidos de habeas corpus negados. Como se trata de réu preso, o processo tem prioridade. A expectativa do Ministério Público é que a audiência de instrução e julgamento seja marcada em um prazo de 40 a 60 dias, logo após as manifestações da defesa e do MP sobre os crimes incluídos.

Via: Catve

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