Donald Trump ordena saída dos Estados Unidos de mais de 60 organizações internacionais

Donald Trump ordena saída dos Estados Unidos de mais de 60 organizações internacionais

Imagem: NICOLE COMBEAU/POOL/EPA/Shutterstock

 

Em uma medida que sacudiu a diplomacia global nesta quarta-feira (07), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma proclamação retirando o país de 66 organizações internacionais. A lista inclui 31 entidades vinculadas à Organização das Nações Unidas (ONU) e 35 organismos externos, sob a justificativa de que tais instituições operam contra os interesses nacionais americanos.

A decisão marca um aprofundamento da agenda "America First" (Estados Unidos Primeiro), focada em reduzir a influência de órgãos multilaterais que o governo considera alinhados a pautas de diversidade, clima e o que classifica como cultura "woke".

Principais Entidades Afetadas

Entre os nomes de peso que deixam de contar com a participação e o financiamento dos EUA estão:

  • ONU Mulheres: Entidade voltada para a igualdade de gênero.

  • UNFCCC e IPCC: Órgãos centrais nas discussões sobre mudanças climáticas e o Acordo de Paris.

  • UNCTAD: Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento.

  • Outras instituições: A lista abrange desde o Instituto Interamericano de Pesquisa sobre Mudanças Globais até a Aliança Solar Internacional e a Comissão de Veneza.

Multilateralismo em Xeque

Especialistas em política externa afirmam que a medida força uma reestruturação drástica na ONU, que já enfrenta cortes de pessoal e programas devido à redução da ajuda externa americana. Segundo Daniel Forti, analista do International Crisis Group, a postura de Washington agora é de cooperação apenas nos termos impostos pela Casa Branca: "É o 'do meu jeito ou nada feito'".

Vale lembrar que, em seu primeiro mandato, Trump já havia retirado os EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da UNESCO, além de cortar o apoio à agência de refugiados palestinos (UNRWA).

Impacto Global e Econômico

A saída de mais de 60 organizações não representa apenas um isolamento político, mas um vácuo financeiro imenso, já que os EUA são historicamente os maiores financiadores dessas entidades. Para as ONGs e agências de desenvolvimento, a decisão significa o encerramento imediato de centenas de projetos sociais, climáticos e de segurança em todo o mundo.

A comunidade internacional agora aguarda para ver como as outras potências mundiais, como os países da União Europeia e a China, irão reagir para ocupar o espaço deixado pelos americanos na governança global.

Via: g1

 

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