Imagem: Divulgação/ Governo federal
O setor de carne suína no Brasil consolidou sua posição como um dos gigantes do agronegócio global em 2025. De acordo com o Relatório Anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país encerrou o ano como o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador mundial da proteína, com um Valor Bruto de Produção (VBP) atingindo a marca de R$ 63,1 bilhões.
Mesmo diante de desafios como a alta nos custos de insumos (milho e soja), o setor alcançou uma produção total de 5,592 milhões de toneladas, impulsionado por ganhos de eficiência e tecnologia no campo.
Sul do Brasil concentra a força da produção
A região Sul permanece como o grande coração da suinocultura nacional. No ranking de plantas frigoríficas sob inspeção federal, a liderança e a disputa são acirradas:
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Santa Catarina: Líder com 18 plantas de abate.
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Paraná: Vice-líder com 16 unidades industriais.
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Rio Grande do Sul: Terceiro colocado com 14 plantas.
Essa estrutura é reforçada pelo sistema de integração, que une o produtor rural à indústria, garantindo estabilidade na oferta e alta qualidade sanitária.
Consumo interno e Sustentabilidade
A carne suína está cada vez mais presente na mesa dos brasileiros. Em 2025, quase 73% da produção ficou no mercado interno, com o consumo per capita chegando a 19,1 quilos por habitante ao ano.
Para manter a rentabilidade frente ao preço dos grãos, muitos produtores estão investindo em tecnologia, como os biodigestores. O sistema transforma os resíduos dos suínos em energia limpa, reduzindo gastos com eletricidade e tornando as granjas mais sustentáveis.
Mercado Externo: Presença em 94 países
No comércio internacional, o Brasil deu um salto importante, detendo agora 15,2% de participação em todo o mercado mundial de exportação de carne suína. Foram exportadas 1,510 milhão de toneladas, gerando uma receita de US$ 3,6 bilhões.
O grande diferencial competitivo do Brasil continua sendo o seu status sanitário. O país é reconhecido internacionalmente como livre de Peste Suína Africana, uma vantagem decisiva para manter as portas abertas nos mercados mais exigentes do mundo. Segundo dados da FIRJAN, a presença dessas indústrias é sinônimo de progresso, elevando a geração de empregos e a renda nos municípios onde as plantas estão instaladas.
Via: CNN Brasil