Exportações: Brasil é excluído de lista sanitária da União Europeia por regras de antimicrobianos

Exportações: Brasil é excluído de lista sanitária da União Europeia por regras de antimicrobianos

Imagem: David Foodphototasty na Unsplash

 

O setor do agronegócio brasileiro recebeu com alerta a notícia de que a União Europeia (UE) excluiu o Brasil, nesta terça-feira (12/05/2026), da lista de países que cumprem as normas do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. A decisão define quem está autorizado a exportar carne e produtos de origem animal para o continente a partir de 3 de setembro de 2026.

A exclusão ocorreu porque o Brasil não forneceu garantias suficientes sobre a não utilização de substâncias que funcionam como promotores de crescimento, como virginiamicina e tilosina. Enquanto o Brasil foi vetado, outros parceiros do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, permanecem autorizados.

Produtos Impactados e Reações

A medida pode atingir uma vasta gama de mercadorias brasileiras, incluindo carne bovina, equina, aves, ovos, mel e produtos da aquicultura.

  • Governo Brasileiro: Os ministérios da Agricultura, Relações Exteriores e Comércio Exterior manifestaram "surpresa" e informaram que o chefe da Delegação do Brasil na UE se reunirá com autoridades europeias nesta quarta-feira (13) para tentar reverter o veto.

  • Setor de Carnes (Abiec e ABPA): As associações afirmam que o país cumpre os requisitos e que o setor privado trabalha com o governo na elaboração de protocolos de rastreabilidade para comprovar a conformidade antes da data limite em setembro.

  • Contexto Político: Embora o veto ocorra logo após a assinatura do acordo Mercosul-UE, especialistas indicam que a lista tem caráter puramente sanitário, visando a segurança alimentar do consumidor europeu.

Caminhos para a Reversão

Para retomar o acesso ao mercado europeu — o segundo maior destino das carnes brasileiras —, o Brasil precisa garantir que os antimicrobianos proibidos não sejam utilizados em todo o ciclo de vida dos animais exportados. Em abril, o Ministério da Agricultura já havia proibido a fabricação e uso de substâncias como a avoparcina para fins de desempenho, o que deve auxiliar nas negociações técnicas.

Vigilância Sanitária e Comércio Exterior

A conformidade com as exigências internacionais é o que garante a competitividade da produção paranaense e brasileira nos mercados mais exigentes do mundo.

Órgãos de defesa agropecuária, o Ministério da Agricultura e a Anvisa desempenham funções fundamentais no licenciamento de medicamentos veterinários, monitoramento de resíduos e fiscalização de exportações. Esse trabalho de vigilância técnica e regulatória é essencial para manter a credibilidade dos produtos nacionais, assegurando que o comércio global ocorra com credibilidade institucional e transparência, protegendo a renda das famílias no campo e garantindo que o Paraná e o Brasil mantenham sua liderança no agronegócio com rigor e eficiência em todo o território nacional.

Via: g1

 

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