Funcionários dos Correios decretam greve por tempo indeterminado em meio a impasse salarial e reestruturação

Funcionários dos Correios decretam greve por tempo indeterminado em meio a impasse salarial e reestruturação

Imagem:  Divulgação/Correios

 

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) aprovaram estado de greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação teve início oficial às 22h de quinta-feira (10 de setembro), após deliberação de assembleias organizadas pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares (Findect).

A decisão marca o início de uma nova fase na campanha salarial da categoria, motivada pelo fim das negociações com a gestão da estatal sem a obtenção de um acordo entre as partes.

Segundo a Findect, o principal ponto de divergência nas negociações envolve o plano de saúde da categoria. A direção da empresa propôs alterar sua condição de mantenedora direta do benefício — modalidade em que garante os recursos financeiros, administrativos e operacionais para a manutenção da assistência médica.

"Com a greve deflagrada, o momento agora é de ampliar a mobilização, fortalecer a organização nas unidades e cobrar uma resposta da direção dos Correios e do governo federal. A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil", declarou a representação sindical em nota oficial.

Crise financeira e plano de reestruturação

A greve ocorre em um período de forte retração financeira na estatal, que executa um plano de reestruturação para o triênio 2025–2027. O projeto abrange captação de crédito, redução de despesas operacionais, venda de imóveis institucionais, renegociação de contratos e implementação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), além da revisão na rede de agências físicas.

A meta do plano é cortar R$ 4,2 bilhões em custos anuais, além de obter R$ 1,7 bilhão em novas receitas e R$ 1,5 bilhão com a alienação de ativos imobiliários.

Os Correios fecharam o exercício de 2025 com prejuízo acumulado de R$ 8,5 bilhões — o quarto ano consecutivo de saldo negativo no balanço. No primeiro semestre de 2026, o prejuízo líquido registrado pela estatal foi de R$ 5,55 bilhões.

 Via: CNN Brasil

 

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