Imagem: Aimee Dilger/Reuters/Reprodução
O agravamento do conflito no Oriente Médio, com a ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã, já apresenta as primeiras faturas para o bolso do brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) divulgados nesta segunda-feira (2), a disparada do petróleo internacional criou uma defasagem média de R$ 0,42 por litro no preço da gasolina em comparação ao mercado externo.
Essa pressão nos preços ocorre em um momento crítico, onde o fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano estrangula a logística global, afetando 20% do fluxo mundial de petróleo e gás.
Expectativa de Aumento nas Bombas
Para as refinarias privadas e importadoras, o aumento nos preços é considerado inevitável. "A expectativa é de que vai ter aumento sim, tanto na gasolina quanto no diesel", afirma Sergio Araújo, presidente da Abicom. Já em relação à Petrobras, a expectativa é de que a estatal aguarde alguns dias para observar se o novo patamar de preços se estabilizará antes de anunciar qualquer reajuste oficial.
Atualmente, conforme o último levantamento da ANP (22 a 28 de fevereiro), os preços médios no país são:
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Gasolina: R$ 6,28/litro
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Diesel S10: R$ 6,09/litro
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Etanol: R$ 4,63/litro
O "Caldeirão Econômico" e a Taxa Selic
A preocupação de economistas como Hugo Garbe é o efeito cascata. Como o combustível é um custo base para empresas e transporte de alimentos, a alta reflete diretamente na inflação. Isso coloca em xeque a estratégia do Banco Central para a reunião do Copom, marcada para os dias 17 e 18 de março.
Com a Selic em 15%, esperava-se o início de um ciclo de cortes. No entanto, se o petróleo continuar pressionando a inflação, os juros podem cair em um ritmo muito menor ou até permanecerem congelados, encarecendo empréstimos e financiamentos para o consumidor.
Dólar e Logística
A moeda americana fechou o dia em R$ 5,16 (alta de 0,62%), após atingir picos de R$ 5,21. Embora a Opep+ tenha anunciado aumento na produção para compensar a retirada do Irã do mercado, o problema logístico no Estreito de Ormuz continua sendo o principal fator de incerteza mundial.
Via: R7
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