Governo Trump reclassifica maconha medicinal e reduz restrições federais nos EUA

Governo Trump reclassifica maconha medicinal e reduz restrições federais nos EUA

Imagem: Jornal Nacional/ Reprodução

 

O governo dos Estados Unidos, sob o comando do presidente Donald Trump, oficializou nesta semana uma mudança histórica na política de drogas do país. Por meio do Departamento de Justiça, a maconha medicinal foi reclassificada de uma droga "altamente perigosa" (Lista I) para uma substância de "baixo potencial de dependência" (Lista III).

A medida, formalizada pelo procurador-geral interino Todd Blanche, nivela a cannabis a substâncias de uso controlado, como a testosterona, retirando-a do mesmo patamar de drogas como a heroína e o LSD.

O que muda na prática?

Embora a decisão não legalize o uso recreativo em nível federal, ela traz impactos profundos para o setor e para a ciência:

  • Benefícios Fiscais: Pela primeira vez, empresas de maconha medicinal licenciadas poderão deduzir despesas comerciais em impostos federais.

  • Pesquisa Científica: A redução da burocracia facilita estudos clínicos sobre a eficácia e segurança da substância no tratamento de doenças.

  • Apoio aos Estados: A medida legitima os programas de maconha medicinal já adotados por cerca de 40 estados americanos, criando um alinhamento parcial com a lei federal.

Promessa de Campanha e Agilidade

A reclassificação era um tema travado desde a gestão de Joe Biden. Ao assumir o novo mandato, Trump ordenou que o processo fosse acelerado. O governo utilizou um dispositivo legal baseado em tratados internacionais para contornar parte dos trâmites tradicionais e agilizar a mudança.

Segundo Todd Blanche, a decisão cumpre o compromisso de ampliar o acesso a tratamentos médicos e facilitar o desenvolvimento da indústria farmacêutica voltada à cannabis.

Próximos Passos

Apesar da vitória para defensores da cannabis medicinal, o debate está longe de terminar. O governo federal marcou para o mês de junho o início de audiências públicas para discutir uma reclassificação ainda mais ampla, que pode englobar outros usos da planta. Opositores da medida alertam que a flexibilização pode beneficiar grandes conglomerados econômicos e minimizar os riscos do uso da droga.

Via: g1

 

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