Venezuela detém maior reserva do mundo, mas responde por menos de 1% do petróleo global

Venezuela detém maior reserva do mundo, mas responde por menos de 1% do petróleo global

Imagem: JN

 

Apesar de possuir as maiores reservas petrolíferas do planeta, a Venezuela ocupa hoje um papel reduzido no fornecimento mundial do combustível. Segundo especialistas, o país responde atualmente por menos de 1% do mercado global de petróleo. A baixa participação é explicada por uma combinação de embargos econômicos e limitações técnicas na infraestrutura de refino venezuelana.

A recente tensão envolvendo a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos gerou volatilidade nos preços internacionais, mas analistas apontam que esse movimento tem caráter mais especulativo do que reflexo de uma falta real do produto no mercado.

Os Desafios da Produção Venezuelana:

  • Tipo de Petróleo: A maior parte das reservas da Venezuela é composta por óleo extrapesado. Esse tipo de produto requer refinarias de alta complexidade, localizadas principalmente no Golfo do México e nos EUA, para ser processado.

  • Infraestrutura e Embargos: Anos de sanções impostas pelos Estados Unidos e a falta de investimentos em novas frentes de exploração impedem que o país transforme seu potencial em oferta imediata para o mundo.

  • Impacto Limitado: Para o professor Alexandre Szklo, da Coppe/UFRJ, o impacto de curto prazo da crise venezuelana no mercado internacional é limitado, pois o volume oferecido hoje é muito baixo.

O "Comércio Clandestino" e Frotas Fantasmas:

Como alternativa para driblar os bloqueios internacionais, tem crescido o uso de frotas fantasmas — navios que operam sem registros tradicionais ou seguros de carga. Estima-se que cerca de 300 embarcações de grande porte componham esse mercado clandestino, utilizado não apenas pela Venezuela, mas também por países como Irã e Rússia para escoar sua produção em meio às sanções.

No longo prazo, a recuperação da produção venezuelana poderia ser decisiva para os preços globais, mas, no cenário atual, o país segue com sua riqueza "subterrânea" e com pouca influência prática no abastecimento cotidiano das nações.

Via: Agência Brasil

 

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