Imagem: Fotorech/Pixabay
Novas orientações para o tratamento de alterações da tireoide durante a gestação foram anunciadas nesta sexta-feira (28) pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
A principal mudança envolve gestantes que apresentam anticorpos contra a tireoide, conhecidos como anti-TPO, mas que possuem funcionamento normal da glândula. Nesses casos, o uso preventivo de levotiroxina não é mais recomendado, já que estudos recentes não encontraram redução nos riscos de aborto ou parto prematuro com o tratamento.
Apesar da mudança, essas gestantes deverão continuar sendo acompanhadas, pois a presença dos anticorpos está associada a um risco maior de desenvolver hipotireoidismo ao longo da gravidez.
Outra alteração envolve o chamado hipotireoidismo subclínico, quando o TSH está elevado, mas o T4 livre permanece normal. Para níveis de TSH entre 4,0 e 10 mUI/L, a recomendação de iniciar tratamento passa a ter maior foco no primeiro trimestre da gestação. Quando a alteração é identificada apenas no segundo ou terceiro trimestre, a orientação é acompanhar a função da tireoide, exceto em casos de TSH superior a 10 mUI/L.
O Brasil também manterá o rastreamento precoce de todas as gestantes para identificar alterações da tireoide. A recomendação busca evitar tanto o diagnóstico tardio quanto o uso desnecessário de medicamentos.
Entre os principais fatores de risco que continuam sendo considerados estão histórico de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, cirurgia ou tratamento anterior da tireoide, doenças autoimunes, histórico familiar de doenças tireoidianas, infertilidade, dois ou mais abortamentos e uso de medicamentos que podem interferir no funcionamento da glândula.
As novas orientações têm como base uma diretriz atualizada da Associação Americana da Tireoide, publicada em junho deste ano, quase uma década após as recomendações anteriores.
Via: Agência Brasil
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