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O Paraná possui 715.143 pessoas com deficiência, o equivalente a 6,39% da população com dois anos ou mais de idade. Os dados são do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e ganham destaque com a proximidade do Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física, celebrado neste domingo (11 de outubro).
O levantamento mostra que quase metade das pessoas com deficiência no Estado tem 60 anos ou mais, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à acessibilidade, mobilidade, inclusão e qualidade de vida.
É importante destacar que o total de 715 mil pessoas não corresponde exclusivamente a indivíduos com deficiência física. O levantamento considera diferentes dificuldades funcionais, incluindo limitações relacionadas à visão, audição, mobilidade, uso dos membros superiores e funções mentais.
Paraná tem proporção inferior à média nacional
Para identificar as pessoas com deficiência, o IBGE considerou os moradores que declararam ter muita dificuldade ou não conseguir realizar pelo menos uma das cinco atividades investigadas. Quem relatou apenas alguma dificuldade não foi incluído nesse grupo.
Em todo o Brasil, o Censo identificou aproximadamente 14,4 milhões de pessoas com deficiência, correspondentes a 7,26% da população com dois anos ou mais. No Paraná, o percentual é de 6,39%, abaixo da média nacional.
Em números absolutos, o Estado possui o oitavo maior contingente de pessoas com deficiência do país. São Paulo lidera o ranking, com 2.755.978 pessoas, seguido por Minas Gerais, com 1.472.199.
Quando considerada a proporção em relação à população, o Paraná apresenta a sexta menor participação entre as unidades da Federação. Alagoas registra o maior percentual, com 9,59%, enquanto Roraima tem o menor, com 5,60%.
Mais de 270 mil paranaenses têm dificuldade para andar ou subir degraus
Entre os moradores do Paraná, 270.817 pessoas declararam muita dificuldade ou impossibilidade de andar ou subir degraus, mesmo utilizando prótese ou aparelho de auxílio.
Outras 138.673 pessoas relataram limitações intensas para realizar atividades com as mãos, como pegar pequenos objetos, segurar um lápis ou abrir e fechar tampas de garrafas.
Esses números não devem ser somados para determinar o total de pessoas com deficiência física, pois um mesmo indivíduo pode apresentar mais de uma dificuldade funcional.
Entre os cinco quesitos investigados pelo IBGE, a dificuldade para enxergar, mesmo utilizando óculos ou lentes de contato, foi a mais frequente, com 369.861 registros.
Já 138.618 moradores declararam muita dificuldade para ouvir, mesmo com aparelhos auditivos. Outros 136.441 relataram limitações intensas ou impossibilidade de realizar atividades como se comunicar, cuidar de si, trabalhar ou estudar devido a dificuldades relacionadas às funções mentais.
Os grupos podem se sobrepor, já que uma mesma pessoa pode apresentar mais de uma deficiência ou dificuldade funcional. Os dados descrevem limitações nas atividades cotidianas e não correspondem necessariamente a diagnósticos médicos específicos.
Pessoas com 60 anos ou mais representam quase metade do total
A idade é um dos fatores que mais se destacam no levantamento. No Paraná, as pessoas com 60 anos ou mais representam 49,1% do total de pessoas com deficiência, embora correspondam a 17% da população estadual com dois anos ou mais.
Entre os moradores com 60 anos ou mais, 18,51% apresentam deficiência segundo os critérios adotados pelo Censo.
O percentual cai para 4,47% entre pessoas de 15 a 59 anos e para 1,83% entre crianças e adolescentes de dois a 14 anos.
Em Curitiba, a concentração também é expressiva: os idosos representam 50,3% das pessoas com deficiência que vivem na Capital.
Curitiba concentra o maior número de pessoas com deficiência
Curitiba reúne o maior número absoluto de pessoas com deficiência no Paraná, com 94.181 moradores nessa condição.
Na sequência aparecem:
- Londrina: 37.135 pessoas;
- Ponta Grossa: 20.642;
- Maringá: 20.409;
- Foz do Iguaçu: 18.059.
Quando a análise considera a proporção de pessoas com deficiência em relação à população de dois anos ou mais, o cenário é diferente.
Bom Sucesso do Sul lidera no Estado, com 15,90%, seguido por Godoy Moreira, com 15,14%; Santa Amélia, com 15,05%; Itambé, com 14,91%; e São Jerônimo da Serra, com 13,09%.
Curitiba registra 5,41% e ocupa a 350ª posição entre os 399 municípios paranaenses nesse indicador.
Na Região Metropolitana de Curitiba, considerando a Capital e outros 28 municípios, são aproximadamente 197 mil pessoas com deficiência, o equivalente a 5,65% da população com dois anos ou mais.
Diferenças entre municípios exigem atenção
O levantamento também mostra diferenças importantes entre os municípios, inclusive quando são comparadas pessoas de faixas etárias semelhantes.
Em Bom Sucesso do Sul, por exemplo, 14,04% dos moradores entre 15 e 59 anos apresentam deficiência, segundo os critérios do Censo. No conjunto do Paraná, o percentual nessa faixa etária é de 4,47%.
Os números ajudam a dimensionar a realidade das pessoas com deficiência no Estado e reforçam a importância de ações que promovam acessibilidade, autonomia, inclusão social e igualdade de oportunidades.
Via: Bem Paraná
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