Imagem: Gilson Abreu/ AEN
Vídeos alarmistas que ganharam força e circulam nas redes sociais nos últimos dias têm provocado dúvidas e gerado pânico desnecessário na população sobre os impactos do fenômeno El Niño no Brasil. Nas gravações, usuários afirmam estarem estocando mantimentos não perecíveis, água mineral, velas e pilhas por um suposto receio de apagões generalizados, desabastecimento de água potável e enchentes catastróficas.
A onda de publicações ganhou repercussão justamente após meteorologistas confirmarem os primeiros alertas da formação de um novo episódio do fenômeno para o biênio 2026/2027, que projeta ser um dos mais intensos da história recente. Diante do cenário, a pergunta que muitos fazem é: existe motivo real para correr aos supermercados e estocar comida? A resposta de todos os órgãos técnicos de monitoramento climático e gestão de riscos é um sonoro não.
O que esperar do El Niño 2026/2027 no Paraná?
O El Niño é um fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a dinâmica de ventos e o regime de chuvas em todo o planeta. De acordo com as projeções oficiais do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o estado deve registrar volumes de chuva acima da média até o fim deste ano.
O pico de intensidade deve ocorrer durante a primavera, estação que tradicionalmente já registra temporais mais frequentes. Além da alta pluviosidade, há uma forte tendência de que os termômetros fiquem acima da média histórica em solo paranaense. Os efeitos práticos mais comuns na Região Sul são rajadas de vento, queda de granizo e alagamentos pontuais.
Há risco real de apagão ou falta de água?
Apesar do tom catastrófico adotado por criadores de conteúdo e influenciadores digitais, os órgãos técnicos descartam qualquer previsão de desabastecimento em massa ou colapso na infraestrutura das cidades. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou que monitora as condições climáticas permanentemente e que os impactos variam de forma muito específica de acordo com a infraestrutura urbana e relevo de cada município.
O INMET também ressaltou que não monitora e nem emite posicionamentos sobre boatos espalhados na internet por terceiros. O órgão reforça que conteúdos alarmistas que buscam cliques devem ser ignorados, orientando a população a buscar informações exclusivamente por meio de boletins científicos oficiais.
Defesa Civil pede tranquilidade e prefeituras iniciam força-tarefa
A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná emitiu um comunicado pedindo tranquilidade à população. O órgão orienta que, em vez de estocar alimentos, os moradores adotem medidas preventivas simples que evitam prejuízos estruturais em qualquer época do ano, como a limpeza de calhas, desobstrução de ralos e a verificação das condições de telhados.
Enquanto isso, o poder público já se mexe nos bastidores. Nesta terça-feira (16), Curitiba e cidades vizinhas da Região Metropolitana realizaram uma reunião estratégica para alinhar o plano conjunto de contingência e enfrentamento ao El Niño 2026/2027. O planejamento envolve obras de drenagem aceleradas, limpeza profunda de leitos de rios e galerias pluviais, além do treinamento e prontidão de equipes de socorro em áreas suscetíveis a alagamentos.
Como receber alertas oficiais? Para não cair em fake news, os moradores do Paraná podem se cadastrar gratuitamente para receber avisos de curto prazo da Defesa Civil Nacional. Basta enviar um SMS com o número do seu CEP para o telefone 40199, ou salvar o contato de WhatsApp oficial do órgão: (61) 2034-4611.
Via: Banda B
RRMAIS.COM.BR “Notícias com Credibilidade” – Guaraniaçu-Pr.
Envie fotos vídeos, sugestão de pautas, denúncias e reclamações para a equipe Portal RRMAIS.COM.BR pelo WhatsApp (45) 9 9132-8230.