SEGURANÇA: Paraná registra quase oito casos de violência doméstica por hora; TJPR aponta alta em pedidos de medida protetiva

SEGURANÇA: Paraná registra quase oito casos de violência doméstica por hora; TJPR aponta alta em pedidos de medida protetiva

Imagem: Marcos Santos/USP – contra a mulher

 

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) divulgou dados alarmantes que revelam a gravidade da violência contra a mulher no estado. De acordo com o novo levantamento, o Paraná registra, em média, 7,8 casos de violência doméstica por hora. Os números refletem tanto o aumento das agressões quanto o encorajamento das vítimas em buscar canais de denúncia.

O monitoramento abrange ocorrências de agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e sexuais, colocando o sistema de segurança e a rede de proteção em estado de alerta máximo em 2026.

Pedidos de Medida Protetiva em Alta

Um dos indicadores mais expressivos do relatório é o volume de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). Somente no último ano, o judiciário paranaense processou milhares de pedidos, evidenciando que a justiça tem sido o primeiro recurso buscado pelas mulheres para garantir a própria integridade.

  • Média diária: Aproximadamente 187 novos casos chegam ao conhecimento das autoridades todos os dias.

  • Perfil: A maioria das ocorrências acontece no ambiente familiar, tendo como principais agressores parceiros ou ex-parceiros.

Cidades com maior incidência

Embora a violência esteja distribuída por todo o estado, os maiores volumes de processos estão concentrados nas grandes regiões metropolitanas:

  1. Curitiba e Região: Lideram em números absolutos de registros.

  2. Londrina e Maringá: Apresentam taxas elevadas em relação ao número de habitantes.

  3. Cascavel: Destaca-se pelo aumento na rapidez da concessão de medidas protetivas.

Canais de Proteção e Denúncia

O TJPR reforça que a subnotificação ainda é um desafio, mas que o estado oferece redes de apoio integradas. O padrão de atendimento foca em afastar o agressor e garantir abrigo e suporte psicológico à vítima.

Como denunciar:

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Nacional).

  • Ligue 190: Polícia Militar (Para situações de emergência e flagrante).

  • Delegacias da Mulher: Unidades especializadas para registro de BO e pedido de medida protetiva.

  • Botão do Pânico: Ferramenta disponível em Curitiba e outros municípios para mulheres que já possuem medida protetiva.

O Papel do Judiciário

"Os números são altos, mas também mostram que as mulheres estão confiando mais nas instituições para romper o ciclo da violência", afirma o relatório. O TJPR tem investido na digitalização e agilidade dos processos para que a resposta estatal ocorra antes que a violência escale para o feminicídio.

Via: Bem Paraná

 

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