Imagem: Marcelo Camargo
Um levantamento inédito divulgado neste domingo (10/05/2026) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública acendeu um alerta sobre o clima democrático no país. O estudo “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” revela que 59,6% dos brasileiros com 16 anos ou mais afirmam ter medo de sofrer agressão física em razão de suas escolhas políticas ou partidárias. O dado representa aproximadamente 99,4 milhões de pessoas em todo o território nacional.
Embora o índice ainda seja considerado elevado, houve uma redução em comparação ao cenário de 2022, quando o receio atingia 68% da população. Segundo o relatório, cerca de 3,6 milhões de brasileiros relataram ter sido vítimas efetivas de algum tipo de violência política no último ano.
Perfil do Medo e Desigualdades
A pesquisa, realizada pelo Instituto Datafolha, aponta que o sentimento de insegurança não atinge a todos da mesma forma, evidenciando recortes de gênero e classe social:
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Gênero: As mulheres são as que mais temem represálias (65,5%), superando os homens (53,1%). No entanto, a vitimização real é maior entre o público masculino (2,9%).
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Economia: O medo é mais acentuado nas classes D e E (64,2%), onde a ocorrência de agressões também é mais frequente (3,5%) em comparação às classes A e B.
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Influência do Crime: O estudo destaca que em bairros com presença de facções ou milícias, 59,5% dos moradores evitam falar sobre política por receio de punições desses grupos, que exercem forte influência nas regras de convivência local.
Metodologia do Estudo
A pesquisa contou com 2.004 entrevistas presenciais em 137 municípios brasileiros, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais. O objetivo do Fórum é mapear como a percepção de risco pode impactar a liberdade de expressão e o exercício do voto nas eleições de 2026.
Vigilância Democrática e Segurança Pública
A garantia de um ambiente seguro para o debate de ideias é um pilar indispensável para a manutenção do Estado Democrático de Direito.
Órgãos de segurança pública, o Ministério da Justiça e os Tribunais Eleitorais desempenham funções fundamentais no licenciamento de diretrizes de proteção, monitoramento de áreas de risco e fiscalização de crimes eleitorais. Esse trabalho de vigilância técnica e estratégica é essencial para coibir a violência e o cerceamento da liberdade, assegurando que o processo democrático ocorra com credibilidade institucional e transparência, protegendo a integridade das famílias paranaenses e garantindo que o Brasil avance com paz e rigor em todo o território nacional.
Via: g1
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