Segurança Pública: Brasil atinge menor índice de mortes violentas desde 2012; Paraná registra queda de 15,5%

Segurança Pública: Brasil atinge menor índice de mortes violentas desde 2012; Paraná registra queda de 15,5%

Imagem: Tânia Rêgo

 

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira, 23 de julho, aponta uma redução histórica nos índices de criminalidade no país. O número de Mortes Violentas Intencionais (MVI) no Brasil caiu 8,2% em 2025, passando de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024 para 19,1 por 100 mil no último ano.

Esta é a primeira vez, desde o início do levantamento em 2012, que a taxa nacional fica abaixo do patamar de 20 mortes por 100 mil habitantes. Em números absolutos, o Brasil registrou 40.775 mortes violentas em 2025, contra 44.127 computadas no ano anterior. A categoria de MVI engloba homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, além de mortes em intervenções policiais e de agentes em serviço ou folga.

Reduções gerais e desempenho no Paraná

A retração no indicador nacional foi impulsionada pelas quedas expressivas nos crimes de homicídio doloso (-10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%).

A maioria das unidades da federação acompanhou a tendência de queda. O Estado do Paraná se destacou com uma redução de 15,5% nos índices de MVI. Entre as maiores quedas do país figuram ainda Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%) e Mato Grosso (-23,2%). Na contramão, sete estados registraram aumento, liderados pelo Rio Grande do Norte (19,6%) e Rondônia (7,5%).

Alerta para feminicídios e letalidade policial

Apesar da melhora nos índices gerais, o relatório acende um sinal de alerta para a violência contra a mulher e as mortes por intervenção policial, que subiram 4% e 5,4%, respectivamente.

Em 2025, 44,4% das mulheres assassinadas no Brasil foram vítimas de feminicídio — o maior percentual desde a tipificação do crime no Código Penal, em 2015. Foram 1.571 feminicídios consumados no ano (média de 4,3 por dia), gerando uma taxa de 1,4 vítima por 100 mil mulheres.

O estudo revela ainda que as tentativas de feminicídio subiram 5,9%, somando 4.189 sobreviventes em 2025 (proporção de quase três tentativas para cada crime consumado). Na análise regional, considerando a soma de casos consumados e tentados, o Centro-Oeste (9,8 por 100 mil) e o Norte (8 por 100 mil) apresentaram os piores índices. A região Sul registrou uma das menores taxas do país, com 5,2 por 100 mil.

Via: Agência Brasil

 

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