União Europeia considera controles satisfatórios e Brasil deve retomar exportação de mel e carne de aves

União Europeia considera controles satisfatórios e Brasil deve retomar exportação de mel e carne de aves

Imagem:  JK Sloan

 

O Brasil deve voltar em breve à lista de fornecedores autorizados de mel e carne de aves para a União Europeia. O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária nesta sexta-feira (4 de setembro), após o bloco europeu concluir missões de auditoria e considerar "satisfatórios" os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo governo brasileiro.

"Agora é esperar o processo burocrático, mas muito rapidamente nós vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia", afirmou o ministro da Agricultura, André de Paula.

Auditorias e exigências sanitárias

As auditorias nas cadeias produtivas de mel e carne de frango começaram em 24 de agosto, a pedido das próprias autoridades europeias. Durante o período, fiscais do bloco visitaram órgãos oficiais e estabelecimentos produtivos para verificar a estrutura e a eficiência do sistema de defesa agropecuária do País.

A restrição do bloco europeu estava relacionada ao cumprimento de regras rígidas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A União Europeia proíbe a utilização dessas substâncias como estimulantes de crescimento animal e restringe o uso de medicamentos reservados exclusivamente para tratamento humano.

Contexto do embargo e negociações

A sinalização positiva ocorre no momento em que entrou em vigor, nesta quinta-feira (3 de setembro), a suspensão da União Europeia a produtos brasileiros de origem animal — incluindo carnes bovina, suína, de frango, mel, pescados e ovos. A exclusão do Brasil da lista de países autorizados havia sido anunciada em maio, motivada não por irregularidades detectadas nos alimentos, mas por divergências quanto ao modelo de fiscalização do uso das substâncias.

Embora o embargo impacte produtos relevantes como as carnes bovina e de frango, o governo brasileiro e o setor produtivo mantêm tratativas diretas com as autoridades europeias para acelerar os trâmites burocráticos e reverter a suspensão. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que aguarda a publicação oficial do relatório para se pronunciar.

Via: g1

 

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