Agronegócio brasileiro supera desafios climáticos e projeta novo recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos

Agronegócio brasileiro supera desafios climáticos e projeta novo recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos

Imagem: Divulgação Sistema Faep

 

Mesmo enfrentando as incertezas de eventos climáticos como o El Niño, a escassez de fertilizantes e o aumento no custo dos combustíveis e demais insumos, o agronegócio brasileiro segue demonstrando sua força. O setor se prepara para registrar mais um marco histórico no abastecimento nacional e internacional de alimentos.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou os dados oficiais da safra 2025/2026 e divulgou a estimativa preliminar para o ciclo 2026/2027, cujo plantio ganha ritmo no país. A projeção aponta para um novo recorde na produção nacional de grãos, estimada em 366,6 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 1,3% a 1,4% em relação ao período anterior. Os números integram a 14ª edição do estudo "Perspectivas para a Agropecuária", elaborado em parceria com o Banco do Brasil.

Segundo analistas da autarquia, o resultado positivo é impulsionado pela expansão da área semeada, prevista em 85,3 milhões de hectares em todo o território nacional. Esse avanço territorial compensa a pequena redução na produtividade média, estimada em 4,2 mil quilos por hectare.

Nas lavouras de milho, a área cultivada apresenta tendência de alta, impulsionada pela forte demanda interna para ração e produção de etanol de cereais, além das exportações. Somadas, as três safras do cereal devem alcançar 148 milhões de toneladas, alta de 2,8%. No cultivo da soja, estima-se um avanço contido de 1,4% na área, alcançando 49,3 milhões de hectares. A colheita projetada da oleaginosa é de 181,6 milhões de toneladas.

Entre as demais culturas, o arroz prevê um ligeiro acréscimo de 0,9% na área semeada, com colheita estimada em 10,7 milhões de toneladas, valor 2,9% menor devido ao ajuste na produtividade. O feijão deve manter a estabilidade produtiva em cerca de 2,9 milhões de toneladas. Já o algodão retomará os patamares do ciclo 2024/2025, cobrindo cerca de 2 milhões de hectares e gerando 4,2 milhões de toneladas de pluma.

Os resultados reforçam o papel estratégico do campo na segurança alimentar global, fornecendo matéria-prima para a cadeia de proteína animal e alimentos de alta qualidade para milhões de consumidores no Brasil e no exterior. A agricultura do Oeste do Paraná reafirma seu orgulho em liderar esse processo e contribuir ativamente para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Via: Alerta Paraná

 

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