Imagem: Gerada por IA
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que vai ofertar um montante recorde de R$ 72 bilhões em crédito para o setor agropecuário durante o Plano Safra 2026/27. O valor representa uma alta de 2,8% em comparação ao ciclo anterior. Os produtores rurais e cooperativas poderão contratar os recursos no período entre 16 de julho de 2026 e 30 de junho de 2027.
Do total anunciado, R$ 40,5 bilhões serão operacionalizados por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), que contam com taxas de juros, prazos e orçamentos específicos. A boa notícia para o setor é que o BNDES confirmou a redução nas taxas de juros da maioria das linhas de financiamento em relação à safra passada.
Para a agricultura empresarial (médios e grandes produtores), serão destinados R$ 21,5 bilhões através de nove programas estratégicos — incluindo o Moderfrota, Pronamp, Renovagro, Inovagro, Proirriga, Prodecoop e o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns). As taxas de juros para esse grupo vão oscilar entre 8% e 12,5% ao ano.
Forte estímulo para a Agricultura Familiar
O grande destaque do novo plano é o forte incremento voltado aos pequenos produtores. A agricultura familiar terá uma fatia de R$ 18,9 bilhões em recursos, com taxas de juros altamente atrativas, variando entre 0,5% e 7,5% ao ano.
O valor será liberado por meio das linhas do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e representa um salto expressivo de 41% em relação aos R$ 13,4 bilhões disponibilizados no ciclo 2025/26. Desse orçamento total do Pronaf, uma cota de R$ 646,9 milhões será reservada de forma exclusiva para atender famílias agricultoras das regiões Norte e Nordeste do país.
Linhas próprias do BNDES somam mais R$ 31,5 bilhões
Além dos recursos que são diretamente carimbados pelo Plano Safra do governo, o BNDES garantiu que manterá ativos os seus mecanismos próprios de financiamento para o agronegócio.
O programa BNDES Crédito Rural foi robustecido e contará com um orçamento de R$ 31,5 bilhões para os próximos 12 meses — um avanço de cerca de 4% sobre o período anterior. Essa linha independente é voltada para:
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Financiamento de projetos de investimento de longo prazo;
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Aquisição de maquinários, tratores e implementos agrícolas;
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Custeio de safra e apoio financeiro a cooperativas;
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Operações de mercado, como a emissão de CPR-F (Cédulas de Produto Rural Financeira) e CDCA (Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio).
Via: CNN Brasil
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