Imagem: Franklin de Freitas
O que acontece quando uma pessoa precisa de atendimento médico urgente para restaurar a saúde, mas não consegue na rede de saúde? Na maioria das vezes, essa busca desesperada por socorro acaba nos tribunais. Levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA) junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que o Paraná contabiliza 10.819 processos judiciais relacionados à área da saúde.
Em todo o Brasil, o número ultrapassa a marca de 410 mil ações, registrando um dos maiores gargalos da gestão pública e privada do país. Os dados, atualizados até 31 de julho de 2026, apontam que o fornecimento de medicamentos e a falta de cobertura de cirurgias e consultas são os principais motivos que levam os cidadãos a acionarem a Justiça.
Distribuição das ações no Paraná e no Brasil:
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Tratamentos médico-hospitalares: O Paraná soma 3.535 processos, sendo 1.341 contra o poder público (para liberação de consultas, cirurgias e sessões de hemodiálise) e 2.194 contra planos de saúde privados por negativa de cobertura.
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Fornecimento de remédios: Lidera as estatísticas no Estado, acumulando 6.757 ações para obtenção de medicamentos, inclusive tratamentos oncológicos de alto custo.
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Consultas e exames: Registram 527 processos em solo paranaense.
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Panorama Nacional: No país, são 229.449 processos referentes a procedimentos médico-hospitalares, 119.634 por fornecimento de remédios e 29.230 referentes a consultas médicas.
Falhas na assistência e gestão de riscos
Os números evidenciam que a judicialização é reflexo de falhas estruturais, organizacionais e de atendimento. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o Brasil registrou mais de 480 mil falhas na assistência à saúde em 2025.
Para especialistas, conter o avanço das ações judiciais exige preparar os hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e postos para identificar riscos e evitar erros operacionais, como equívocos em diagnósticos, infecções e falhas na administração de medicação.
Selo gratuito busca estruturar serviços de saúde
Como alternativa para prevenção e melhoria na rotina dos atendimentos, a ONA lançou o Selo Fundamento, uma certificação gratuita voltada para órgãos públicos e estabelecimentos privados que desejam organizar seus fluxos de trabalho e implantar o Núcleo de Segurança do Paciente.
“Não podemos esperar que um problema aconteça para depois buscar uma solução. A qualidade precisa estar presente na rotina do serviço, na organização dos processos e na gestão dos riscos”, explica Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da ONA.
As instituições de saúde interessadas em estruturar seus atendimentos e obter a certificação podem acessar os critérios e efetuar o cadastro diretamente no site oficial da organização.
Via: Bem Paraná
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