Crianças como Mercadorias: "Lei da Selva" nas Categorias de Base Amplia Abismo no Futebol

Crianças como Mercadorias:

Imagem: Alexandre Araújo/UOL

 

Uma reflexão profunda sobre o atual cenário das categorias de base do futebol brasileiro acende um alerta vermelho para pais, clubes e autoridades. A análise aponta que os jovens atletas, ainda na infância, estão sendo tratados cada vez mais como meras mercadorias em um mercado agressivo. A chamada "lei da selva" — onde o lucro imediato e a busca pelo próximo fenômeno financeiro atropelam a formação humana — tem aprofundado o abismo entre o sonho de ser jogador e a realidade cruel do esporte.

O sistema atual permite que empresários e intermediários iniciem o cerco a crianças cada vez mais novas, muitas vezes prometendo carreiras brilhantes que raramente se concretizam. Essa comercialização precoce ignora o desenvolvimento emocional e educacional dos menores, focando exclusivamente no potencial de revenda para o exterior. O resultado é uma pressão psicológica desumana sobre crianças que ainda deveriam estar encarando o futebol como diversão e aprendizado.

Desigualdade e Falta de Proteção

A crítica destaca que esse modelo beneficia apenas uma pequena elite de clubes e agentes, enquanto a grande massa de jovens atletas acaba descartada pelo sistema sem qualquer suporte quando o retorno financeiro não acontece. A falta de mecanismos rígidos de proteção e a ganância por comissões estão transformando os centros de treinamento em verdadeiros balcões de negócios, onde o bem-estar da criança fica em segundo plano.

Especialistas defendem que, sem uma reforma estrutural que priorize a formação acadêmica e o respeito ao tempo de maturação de cada jovem, o futebol brasileiro continuará a "moer" talentos e a produzir frustrações em larga escala. É necessário que as entidades reguladoras intervenham para garantir que o esporte volte a ser um caminho de ascensão social digno, e não apenas um jogo de interesses onde crianças são os peões.

Via: UOL (Por Julio Gomes)

 

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