Economia: Guerra no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar e dólar subir; cenário acende alerta para inflação no Brasil

Economia: Guerra no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar e dólar subir; cenário acende alerta para inflação no Brasil

Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro global amanheceu em polvorosa nesta segunda-feira (2), reagindo à ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei, provocou um salto imediato nas cotações do petróleo e a interrupção da trajetória de queda do dólar, que voltou a subir, gerando incertezas sobre o custo de vida e a taxa de juros aqui no Brasil.

O barril do petróleo tipo Brent chegou a subir 13% nas primeiras horas do dia, ultrapassando a marca de US$ 80, antes de estabilizar próximo aos US$ 79.

O Gargalo de Ormuz e a Alta do Dólar

A maior preocupação dos analistas não é apenas a produção, mas a logística. O Estreito de Ormuz é responsável pelo escoamento de 20% de todo o petróleo e gás do mundo. Com o estreito sob risco de fechamento, a oferta cai e os preços sobem quase de forma imediata.

Paralelamente, o dólar apresentou alta de cerca de 1%, atingindo a casa dos R$ 5,20. Esse movimento, conhecido como "fuga do risco", ocorre quando investidores retiram dinheiro de países emergentes, como o Brasil, para buscar segurança em moedas e economias mais consolidadas em momentos de guerra.

Impactos no Brasil: Combustíveis e Juros

Embora o Brasil seja um grande produtor de óleo bruto, o país ainda importa muitos derivados. Se o cenário internacional se mantiver, a Petrobras poderá ser forçada a repassar esse aumento, o que causaria um "repique" na inflação.

Outro reflexo esperado atinge diretamente o crédito:

  • Taxa Selic: O Banco Central planejava um corte de 0,50 ponto percentual nos juros em março. Com a instabilidade e a alta do dólar, especialistas acreditam que esse corte pode ser mais "tímido", de apenas 0,25 p.p., para conter a pressão inflacionária.

  • Ações: Na contramão da incerteza geral, as ações da Petrobras (PETR4) operavam em alta de quase 4% na B3, impulsionadas pela valorização da commodity.

Via: Agência Brasil

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