Imagem: Lucas Landau
O Brasil deu um passo importante para diversificar sua matriz energética com o foco voltado para a tecnologia de microrreatores nucleares. Com investimentos que somam cerca de R$ 50 milhões entre recursos públicos e privados, o país iniciou a construção de uma unidade experimental no Rio de Janeiro. O objetivo é testar uma fonte de energia compacta, segura e capaz de atender locais onde o sistema elétrico tradicional não chega.
Diferente das grandes usinas, como Angra 1 e 2, que abastecem milhões de pessoas, os microrreatores são projetados para gerar entre 1 e 10 megawatts. Essa potência é ideal para comunidades isoladas, polos de mineração ou bases de pesquisa.
As Vantagens da Tecnologia:
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Atendimento Local: Um microrreator de 1 megawatt pode fornecer energia para até 2 mil pessoas, substituindo geradores a diesel que são caros e poluentes.
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Segurança Avançada: Essas unidades utilizam sistemas de resfriamento passivo e alto grau de automação, o que reduz drasticamente os riscos operacionais.
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Tamanho Reduzido: Por serem modulares e compactos, podem ser instalados em áreas remotas com logística simplificada.
Desafios e Prazos
Apesar do entusiasmo, a tecnologia ainda está em fase de validação técnica e regulatória. Um dos principais obstáculos é o combustível: o Brasil hoje domina o enriquecimento de urânio até 5%, mas muitos desses reatores exigem um nível superior (até 19,75%), o que demandaria importação ou avanço tecnológico nacional.
Além disso, a questão do descarte do combustível irradiado permanece como um ponto de atenção, já que o país ainda não possui um repositório geológico definitivo para resíduos nucleares.
Expectativa para o Mercado
Especialistas indicam que o uso comercial desses microrreatores no Brasil deve se tornar realidade apenas no final da década de 2030. Até lá, o projeto experimental servirá para formar técnicos e consolidar as normas de segurança. A aposta é que, no futuro, essa tecnologia seja a solução definitiva para levar energia limpa e constante para as regiões mais distantes do território nacional.
Via: CNN Brasil
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