JUSTIÇA BARRA SAÍDA DO PAÍS: HERDEIRA DE CLÃ DO TRÁFICO EM CASCAVEL TEM PEDIDO DE VIAGEM À ITÁLIA NEGADO

JUSTIÇA BARRA SAÍDA DO PAÍS: HERDEIRA DE CLÃ DO TRÁFICO EM CASCAVEL TEM PEDIDO DE VIAGEM À ITÁLIA NEGADO

Imagem: Catve

Apontada como integrante do núcleo financeiro de uma organização criminosa transnacional, a acusada permanece em prisão domiciliar. Grupo familiar tem histórico de fornecer drogas para as maiores facções do Brasil (PCC e CV).

A Justiça Federal de Cascavel negou, nesta semana, o pedido de uma mulher investigada por tráfico internacional e lavagem de dinheiro para realizar uma viagem à Itália. K.C.A.P., que faz parte de uma família com longo histórico no crime organizado, pretendia retirar a tornozeleira eletrônica sob a alegação de buscar cidadania italiana, mas o pedido foi considerado "totalmente incompatível" com sua situação processual.

A investigada é um dos alvos da Operação Antigua, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2025. O grupo é suspeito de trazer cocaína do Paraguai e da Bolívia em fundos falsos de carros de luxo, distribuindo a droga para Rio de Janeiro e São Paulo.

Histórico de "Família"

O nome da investigada está ligado a um clã que já foi alvo da Operação Vera Cruz em 2012. Na época, seus pais foram apontados como chefes de uma organização que fornecia entorpecentes para o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Após deixarem a prisão, os líderes teriam retomado as atividades, expandindo os negócios ilícitos para o estado do Pará, onde adquiriram fazendas para lavagem de dinheiro. Em uma demonstração de audácia, as propriedades foram batizadas com nomes que faziam referência direta às operações policiais que os atingiram no passado.

 "Âncora Jurídica"

Ao indeferir o pedido, o juiz da 4ª Vara Federal de Cascavel destacou que permitir a saída da ré para o exterior representaria um risco concreto à aplicação da lei penal. A Justiça entendeu que a obtenção da cidadania italiana facilitaria uma eventual permanência definitiva da acusada em solo europeu, frustrando o processo judicial no Brasil.

Com a negativa, ela permanece sob monitoramento eletrônico e prisão domiciliar, respondendo pelos crimes de:

  • Promoção de organização criminosa transnacional;

  • Tráfico internacional de drogas;

  • Lavagem de dinheiro.

Via: Catve

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