Petrobras estuda reajuste na gasolina sem impacto para o consumidor final, afirma Magda Chambriard

Petrobras estuda reajuste na gasolina sem impacto para o consumidor final, afirma Magda Chambriard

Imagem: Fernando Frazão

 

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sinalizou nesta terça-feira (28) que a estatal poderá elevar os preços da gasolina em suas refinarias, caso o Congresso Nacional aprove a nova proposta do governo federal para a redução de impostos sobre combustíveis. A estratégia visa aumentar a margem de lucro da empresa aproveitando uma possível queda na carga tributária.

Segundo a executiva, a medida foi planejada para que o aumento não chegue ao bolso do cidadão. A lógica é a mesma aplicada ao diesel em março deste ano: o "desconto" nos impostos federais (PIS/Cofins) abre espaço para que a Petrobras ajuste seus valores nas refinarias sem que o preço final nas bombas sofra alterações.

Estratégia de Tributos

O governo anunciou recentemente um projeto de lei complementar que pretende utilizar receitas extras da alta do petróleo para custear a redução de tributos.

  • Margem de Lucro: Com menos impostos, a Petrobras consegue subir seu preço de venda.

  • Equilíbrio: O valor final para o motorista permanece estável, pois a alta da refinaria é compensada pela baixa do imposto.

  • Investidores: A medida é vista como uma forma de dar respostas positivas tanto aos investidores públicos quanto privados, garantindo a rentabilidade da estatal.

Autossuficiência e Etanol

Chambriard destacou que, no momento, não há uma pressão imediata para reajustes, pois o Brasil produz a maior parte da gasolina que consome, o que blinda o mercado interno de oscilações bruscas no cenário internacional.

Diferente do diesel, onde o país ainda depende de maiores volumes de importação, a gasolina conta com o suporte do setor sucroenergético. A mistura de etanol anidro e a oferta do etanol hidratado ajudam a equilibrar o abastecimento nacional, reduzindo a "ansiedade" do mercado sobre possíveis faltas ou saltos de preço.

"Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente. Abre margem para o reajuste da Petrobras, mas não para o consumidor", reforçou a presidente durante evento no Rio de Janeiro.

Via: g1

 

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