Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Locomotiva aponta que a escala de trabalho de seis dias de atividade por um de descanso (6x1) afeta diretamente o bem-estar e a qualidade de vida da população. De acordo com o estudo, 67% dos trabalhadores brasileiros relatam piora na saúde mental decorrente desse regime de trabalho.
A divulgação dos dados coincide com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) no Congresso Nacional, que teve o texto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O levantamento também indica que a saúde física é prejudicada para 62% dos entrevistados.
O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, destacou que o grande gargalo percebido pelos trabalhadores está no pouco tempo que resta para a vida pessoal. "A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais", afirmou.
Prejuízos ao sono, saúde e convivência familiar
O estudo, realizado em parceria com a QuestionPro entre os dias 2 e 8 de junho com 1.030 pessoas em todo o País, detalha outros impactos relevantes da rotina 6x1:
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Convivência familiar: 69% afirmam que o tempo com a família é prejudicado.
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Descanso e sono: 61% relatam impactos negativos no sono e na recuperação física, enquanto 78% afirmam ser difícil descansar de fato com essa jornada.
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Hábitos saudáveis: 71% declaram encontrar dificuldades para manter uma rotina de cuidados com a saúde.
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Cansaço contínuo: 83% sentem que vivem constantemente cansados.
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Sacrifício pessoal: 85% entendem que sacrificam saúde e lazer em troca de renda — índice que alcança 89% entre as mulheres.
Tramitação no Congresso Nacional
A PEC 221/2019 propõe fixar o descanso semanal remunerado obrigatório de no mínimo dois dias, sem redução salarial, diminuindo o teto da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de prever um período de transição de 14 meses. O debate parlamentar envolve também análises sobre os impactos da mudança na inflação e no Produto Interno Bruto (PIB).
Via: Agência Brasil
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