Imagem: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
O reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu está no centro de um grande projeto para impulsionar a aquicultura brasileira. O governo federal, por meio do Ministério da Pesca e Aquicultura, trabalha para viabilizar o cultivo de 400 mil toneladas de tilápia por ano no local, um volume que pode transformar a economia da região Oeste do Paraná e da fronteira com o Paraguai.
Avanço Legal no Paraguai
Um passo decisivo foi dado recentemente com a sanção de uma lei pelo governo do Paraguai que abre caminho para o cultivo de espécies exóticas (como a tilápia) em tanques-rede no reservatório. Antes, havia restrições legais no país vizinho que impediam a atividade comercial em larga escala.
O Desafio no Brasil
Apesar do entusiasmo do setor produtivo, a implementação total depende de trâmites burocráticos e ambientais:
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Revisão de Acordo: É necessária a atualização do Acordo Bilateral Brasil-Paraguai, que atualmente proíbe a introdução de espécies exóticas no reservatório.
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Congresso Nacional: Qualquer alteração no tratado internacional precisa passar pela aprovação dos parlamentares brasileiros.
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Sustentabilidade: Biólogos e órgãos ambientais monitoram os possíveis impactos nos ecossistemas locais, embora a Itaipu garanta que a produção em tanques-rede, com tecnologia adequada, é segura e não interfere na geração de energia.
Impacto Econômico e Social
Se concretizado, o projeto tem potencial para:
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Dobrar a produção nacional de tilápia em águas da União;
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Gerar milhares de novos empregos diretos e indiretos;
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Fortalecer a "Economia Azul" e garantir segurança alimentar para a região.
O setor produtivo agora aguarda um cronograma claro do Ministério da Pesca para iniciar os investimentos. A expectativa é que a integração binacional transforme Itaipu em um dos maiores polos produtivos de pescado do mundo.
Via: Poder360
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